Depoimento:
大家好 (Olá! a Todos),
Meu nome é Silvio, sou Carioca da Cidade do Rio de Janeiro , Analista de Sistemas com foco em Treinamento e Desenvolvimento e trabalhando atualmente numa empresa de T. I. na cidade de São Paulo.
Contando um pouco da minha história. Quando Jovem, fiz amizade com colegas no meu trabalho que vieram de Macau (antiga colônia Portuguesa ao Sul da China) e tive o primeiro contato com o Mandarim. Naquela época não havia no Brasil escolas especializadas nesta língua e portanto adiei o projeto de estudá-la.
Quando vim morar aqui ano passado, vi a oportunidade de tornar realidade a vontade de estudar Chinês. Como profissional de informática, fiz uma busca pela WEB nos principais sites de escolas na região. Como não tinha nenhum conhecimento, optei por uma escola próxima ao meu local de trabalho e me inscrevi.
No início achei tudo diferente e novo, me encantou a facilidade como os professores ensinavam a construir frases em Mandarim, como se montassem um quebra-cabeças com palavras escolhidas ao acaso no quadro e também o fato dos verbos não precisarem ser conjugados. Esta escola (como a maioria da cidade de São Paulo) utilizava a metodologia Pinyin, para entender melhor:
O Pinyin (拼音, pīnyīn) é o método (sistema de romanização) usado oficialmente na República Popular da China para transcrever, no alfabeto latino, o dialeto Mandarim padrão da língua chinesa. Pinyin significa, literalmente, "soletração de sons", onde, precisamente, pin quer dizer soletração e yin: som. Uma tradução menos literal pode ser "foneticismo”, "soletração” ou “transcrição”.
O maior problema com a língua chinesa, é que uma palavra pode ter mais de um significado dependendo da forma como é pronunciada, chamamos isto de entonação. São 05 (cinco) ao todo. Falar por exemplo "MA", pode significar 05 (cinco) coisas distintas:
吗 ma - Para expressar interrogação.
抹 mā - Limpar.
骂 mà - Insultar com palavras.
马 mǎ - Cavalo.
麻 má - Maconha.
Devido a esta particularidade, fiquei surpreso quando a professora nos disse que no momento só interessava entender o que estava escrito e depois (não deu previsão), nos trabalharíamos a pronúncia. Outra coisa que me deprimiu, foi o fato dos exercícios da apostila não serem cobrados na sala de aula e nem corrigidos, apesar de tê-los feitos e entregue ao professor.
Tive a sensação de estar perdendo tempo, pois o que adianta aprender um monte de frases ao acaso e não poder entabular uma conversa com um nativo, ou pior, não ser compreendido.
Assim, voltei a WEB e procurei me informar sobre um sistema de ensino do Mandarim que enfatizasse a pronúncia correta. Descobri o Zhuyin, para entender melhor:
Zhùyīn fúhào , também chamado Bopomofo (leia-se pã-phã-mã-fã), em referência às suas quatro primeiras letras, é o nome dado a um alfabeto chinês, criado para transcrever o mandarim em termos fonéticos. Usado largamente na República da China (Taiwan), é um sistema fonético compreensivo, constando de 37 símbolos que representam eficientemente todos os sons possíveis no mandarim padrão. Sua principal função é auxiliar no aprendizado da língua chinesa, especialmente a escrita, já que os caracteres usados na escrita chinesa não refletem o som mas sim a idéia em si (embora muitos caracteres tenham alguma vaga indicação da pronúncia através do uso de radicais).
Procurei então na cidade de São Paulo uma escola que utilizasse este método e foi então que encontrei o Centro Taoísta de Cultivo da Longevidade do Prof. Tsai Shien Jong. Marquei por e-mail uma aula de demonstração e após comparecer a mesma notei a diferença do método de ensino, pois o aluno é intensivamente cobrado quanto a pronúncia e entendimento dos textos que são trabalhados.
Resolvi então me inscrever e freqüentar uma turma regular. Estou no momento aprendendo a pronúncia correta do Mandarim, a professora é muito exigente e sempre nos corrige nos forçando a ter a melhor pronúncia. Fico ansioso em não poder ir mais rápido, mas sei que o caminho para o aprendizado correto é difícil e portanto dedicação e estudo são muito importantes. Como diz um provérbio “O caminho mais curto não é o melhor para se atingir a perfeição”.
Sem dúvida recomendo a Escola de Chinês Mandarim do Prof. Tsai, pois como instrutor que sou, reconheci no método, didática, profissionalismo e dedicação.
Um abraço a todos,
再见。(Até Logo).
SILVIO PIRES DA ROCHA
silvio.rocha@technologica.inf.br
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